

CHARADA
O poeta tem
o verso inesperado, de improviso rabiscado, para condensar o inconcebível! Materializar o impossível em palavras transcendentais! Definir em singelos manuscritos, seus insights incidentais! E o seu olhar vislumbra horizontes surreais para a lente embaçada do monóculo da multidão, que em plena escuridão exibe o seu olhar de zombaria para a incompreendida sabedoria! E assim escancarada, a poesia vira uma charada para desencontradas interpretações... guardando silenciosamente em versos de explícita provocação, um convite irônico à iluminação... aguardando pacientemente em extática contemplação, florescer enfim a compreensão!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 21/11/2024
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