

PERFECCIONISMO
O pintor e a musa
passeavam sozinhos, na tarde-noite do pôr-do-sol. Em pinceladas vermelhas, o pintor traduzia a perfeição, colorindo a ilusão, de seduzir tão sonhada musa. Com elegância que não se usa, beijou-lhe a mão... em seguida a rubra face e com medo que a assustasse, voltou a seu trabalho. Os olhos negros desenhados, a pele alva e macia era tinta, os cabelos, labirinto... em que se perdia a razão do pintor ensandecido. Beijou primeiro a boca molhada que repousava sobre a tela e num abraço que amarrotava o vestido branco dela, sumiu pintura adentro, deixando a musa sentada na grama da colina!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 04/06/2013
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