

Filho Pródigo
Idealizaste teus castelos...
mergulhaste na dissipação... rompendo o tênue fio que prendia teus pés juvenis ao solo firme da razão. Ignoraste avisos e conselhos, perseguindo teus insensatos anseios, enfrentando perigos iminentes, em gestos infelizes e inconseqüentes de quem se entrega ao prazer e à fantasia, trancafiando-te solitário em teu pequeno mundo de falsa alegria! Elegeste as trevas por companhia, não viste o tempo se esvair... ferindo assim teus reais afetos, esquecendo justamente aqueles que te estendiam braços abertos... Com teus planos importantes, teus projetos de infante, esmagaste a esperança dos teus! Filho... o que fizeste durante todo este tempo... que não percebeste... que nem sequer ouviste a prece sentida e o pranto triste... de teus pais?
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 05/03/2009
Alterado em 20/08/2026 Comentários
|