

Ergo a minha voz!
Na suavidade desta música,
nos devaneios do fim de tarde, a paz reside, a luz invade minha alma extasiada! Estranho estar em paz neste mundo febril e alucinado! Parece até pecado caminhar sereno em meio à vã agitação da multidão enceguecida! Mas mesmo assim ergo a minha voz nesta canção solitária... nesta hora tão sombria em que o encanto da poesia já não faz mais sentido! Cresceu o joio, cresceu o trigo e não há mais o que se ocultar! Os profetas já se calaram, aguardam o despertar... E assim sem alarde transcrevo a paz que me invade neste fim de tarde em meditação... neste fim de era em convulsão... neste planeta desolado embora destinado a celebrar a paz!!!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 10/12/2008
Alterado em 28/02/2025 Comentários
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