

Solitários dias
Quando estou triste
e nada é como queria, fecho a porta do meu quarto e o caderno me faz companhia. Me recordo que nem te conheci! Por onde eu caminhei você ainda não esteve e apenas a solidâo me segue à passos lentos. Olho pela janela e meus olhos molhados contemplam a paisagem deste lugar comum, em que permaneço acorrentado ao desejo de te encontrar. O amor para mim, ainda é utopia, me deito sem ninguém e me levanto sem alegria. As flores do meu jardim não aguardam nem um dia especial e a rotina de ser assim não pode ser normal. Eu te procuro sem nenhuma pista, sem rastro, sem sinal. E nestes solitários dias, caminhar tornou-se a minha sina, sem encontro marcado, sem saber em que esquina, deixo meu pranto derramado em tuas madeixas de menina!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 09/06/2008
Alterado em 03/01/2014 Comentários
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